
O Que Era a MP dos Mototaxistas?
A Medida Provisória 1.360/2026 foi uma iniciativa do governo federal destinada a regulamentar a atuação de mototaxistas e outros profissionais que utilizam motocicletas para transporte remunerado. A proposta visava eliminar a necessidade de autorização dos órgãos de trânsito estaduais para esses profissionais, facilitando assim o exercício de sua atividade e promovendo uma maior inserção no mercado de trabalho.
Mudanças Propostas pela MP
Entre as mudanças propostas pela MP estavam:
- Dispensa de autorização: Mototaxistas e motoboys estariam isentos de autorização dos órgãos de trânsito para exercer a função.
- Registro de veículo: A medição eliminava a obrigatoriedade de registro dos veículos na categoria de aluguel.
- Inspeção semestral: A exigência de inspeção semestral dos veículos e dos equipamentos obrigatórios e de segurança seria retirada.
- Atualização de requisitos: Os profissionais precisariam ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A ou uma Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) e seriam obrigados a usar coletes de segurança com dispositivos retrorrefletivos.
Razões da Não Aprovação no Congresso
A MP 1.360/2026, que temporariamente alterou a legislação, não recebeu o respaldo necessário para sua aprovação no Congresso Nacional. Apesar das reuniões realizadas pela comissão mista responsável pela análise da matéria, não houve consenso entre os deputados e senadores, o que resultou na sua não votação dentro do prazo estabelecido.

Impactos para Mototaxistas e Profissionais do Setor
A extinção da MP trouxe implicações significativas para a classe de mototaxistas e motoboys. Com o fim das isenções propostas, os profissionais precisam continuar buscando as autorizações e registros exigidos anteriormente, o que pode representar um aumento na burocracia e, consequentemente, na dificuldade para o exercício da profissão. Essa situação pode afetar a renda e as oportunidades no mercado de trabalho para esses profissionais.
Como o Congresso Deverá Proceder Agora?
Com o término da validade da Medida Provisória, o Congresso deverá elaborar um decreto legislativo para regulamentar as relações jurídicas que foram estabelecidas enquanto a MP esteve em vigor. Esse procedimento é fundamental para alinhar as normas e esclarecer os direitos e deveres dos profissionais afetados.
O Papel da Comissão Mista na Análise
A comissão mista responsável pela análise da MP desempenhou um papel importante ao tentar debater e construir um consenso sobre a proposta. A falta de entendimento entre os membros da comissão foi um dos fatores que levou à não votação, refletindo a complexidade da situação e a diversidade de opiniões sobre a melhor forma de regulamentar a profissão.
Pontos Positivos e Negativos da Medida
A MP 1.360/2026 apresentava tanto aspectos positivos quanto negativos:
- Pontos Positivos: A proposta prometia desburocratizar o exercício da profissão, facilitando o acesso ao mercado de trabalho, promovendo a segurança dos usuários e aumentando a eficiência do serviço.
- Pontos Negativos: A ausência de regulamentações rigorosas poderia levar a um aumento de acidentes e a dificuldades na fiscalização, além de deixar profissionais despreparados para atender demandas específicas.
Expectativas dos Profissionais Após a Decisão
Após a suspensão da MP, mototaxistas e motoboys permanecem apreensivos. As expectativas giram em torno da possível reabertura do debate sobre a regulamentação da profissão, com muitos clamando por uma legislação mais favorável que garanta a proteção dos direitos dos trabalhadores, bem como a segurança dos passageiros.
Alternativas em Caso de Nova Proposta
Em caso de novas propostas legislativas, os profissionais do setor esperam que o processo de discussão inclua ampla participação da classe e que as propostas sejam discutidas de forma transparente, com o objetivo de criar um ambiente de trabalho mais seguro e justo para todos.
O Que Acontece Com as Relações Jurídicas Criadas?
Enquanto a MP esteve em vigor, algumas relações jurídicas foram estabelecidas que precisarão ser consideradas. O Congresso agora precisa regular essas situações, para que não haja retrocessos nos direitos adquiridos pelos profissionais durante a vigência da Medida Provisória. Essas relações devem ser analisadas e regulamentadas adequadamente para evitar a insegurança jurídica entre os envolvidos.