INSS cria novas regras e passa a exigir biometria em benefícios sociais; veja quem está isento


Entenda o que muda com as novas regras do INSS

Recentemente, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estabeleceu novas diretrizes que tornam o cadastro biométrico uma exigência para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. Essa medida se aplica a aposentadorias, auxílios e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Publicada no Diário Oficial da União, essa regra busca combater a fraude no sistema. As implementações começam em novembro de 2025, mas o BPC já exige biometria desde 2024.

Quem precisa fazer o cadastro biométrico?

A partir da data estipulada, todos que desejarem solicitar benefícios ao INSS deverão apresentar um registro biométrico válido, que pode ser obtido através de documentos oficiais como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), Título de Eleitor ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Caso o cadastro não seja realizado em até 30 dias após o pedido, a solicitação será considerada encerrada.

Exceções para idosos e pessoas com deficiência

É importante ressaltar que existem exceções à obrigatoriedade do cadastro biométrico. Pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados ou apátridas, residentes no exterior e aqueles que não conseguem se deslocar devido a atestados médicos ficam isentos. A portaria também menciona que o BPC e o salário-maternidade têm regras específicas que garantem a isenção do cadastro.

Como realizar o cadastro biométrico?

Realizar o cadastro é simples. O cidadão deve se dirigir a um posto de atendimento do INSS ou de outros órgãos que realizem a coleta de biometria. Para efetivar o registro, é necessário apresentar um documento de identificação que contenha foto, como a CIN, além das impressões digitais das mãos. Após coletar essa informação, a biometria será armazenada em uma base de dados governamental.

Prazos e missões relacionadas à biometria

A implementação completa do cadastro biométrico está prevista para ocorrer até janeiro de 2027. Neste período, o INSS e outros órgãos oferecerão suporte aos cidadãos para que possam garantir seus registros. Aqueles que não possuem um cadastro biométrico devem solicitar a CIN até a data limite mencionada.

O que ocorre se o cadastro não for feito?

Caso o cidadão não realize o cadastro biométrico a tempo, seu pedido de benefício será encerrado, e ele terá que recomeçar o processo de solicitação. A medida objetiva fortalecer a identificação dos segurados e mitigar casos de fraudes dentro do sistema previdenciário brasileiro.

Casos em que a biometria não é exigida

Além das isenções já abordadas, outros casos específicos que dispensam a biometria incluem pessoas que não conseguem se deslocar devido a condições de saúde e aqueles em áreas de difícil acesso. Nesses casos, o INSS aceita documentos alternativos para determinar a identidade do solicitante.

Verificando se você já possui registro biométrico

A forma mais prática de verificar se já existe um registro biométrico ativo é por meio de consultas online nos serviços digitais do governo, que incluem o portal gov.br e plataformas relacionadas à Justiça Eleitoral. Caso já possua biometria cadastrada em algum órgão governamental, não será necessária uma nova coleta.

Mudanças na concessão de benefícios sociais

Essas novas regras alteram a maneira como a concessão de benefícios será realizada, tornando o processo mais rigoroso e focado na segurança. A expectativa é de que isso reduza a quantidade de fraudes, garantindo que os valores sejam destinados a quem realmente precisa, a fim de fortalecer a integridade do sistema previdenciário.

Impacto da biometria na prevenção de fraudes

A introdução do cadastro biométrico é uma das várias iniciativas que visam aumentar a segurança e a transparência na concessão de benefícios sociais. Com um sistema biométrico, será mais difícil para pessoas não autorizadas fraudarem o recebimento de auxílios e aposentadorias, contribuindo assim para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos.